sexta-feira, 14 de maio de 2010

Salvação ou estupidez? Eis a questão!

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Descobri! A cura para todos os males da humanidade resume-se a uma palavra apenas. Senhores e Senhoras para esta época aquilo que está na moda é o CASAMENTO. Caros leitores se algo vos aflige corram para as portas das igrejas arranjem alguém pelo caminho e casem-se porque aparentemente é isso que vos vais salvar.

Agora deixemos a parte mais sarcástica do meu ser para outros momentos e passemos então a canalizar a minha RAIVA. ‘Tou furiosa! Vejo as pessoas a cometerem verdadeiras atrocidades em relação ao casamento e eu é que sou tomada por má da fita. Não é justo! Não é mesmo nada justo tendo em conta que a única coisa que me resumo a fazer é dar a minha opinião se me pedem-na. Detesto quando as pessoas não são capazes de aceitar aquilo que elas não querem ouvir. O casamento não deve ser o refugio de ninguém e não deve ser uma forma fácil de fugir seja lá ao que for. Apesar do que os caros leitores possam pensar, EU, sou uma grande valorizadora da união de duas pessoas. Basicamente sou uma autêntica romântica, mas quando vejo isso acontecer… Ui passo-me completamente. E quando elas, as futuras donas de casam, viram-se para mim e dizem que eu não me percebo nada sobre casamento nem amor. UIIIII!!!! Isso é um convite muito subtil para eu lhes dar duas chapadas na cara. Não me considero uma expert no assunto do casamento nem do amor mas pelo menos aprendi que quando dizemos “amo-te” é como fazer uma tatuagem, é para sempre.Se dizemos nós vamos amar para sempre independentemente de tudo. E casamento é para a vida mas parece que hoje em dia nos casamos a pensar num futuro bem próximo. Se pensamos assim que adianta casar e dizer “amo-te”. Não passa tudo de desperdício de tempo?!

Ponto a notar: Tenho reparado ultimamente que voltamos aos velhos tempos em que as mulheres estão tão desesperadas por casar que elas quando se casam chegam mesmo a trocar o cérebro por uma máquina de lavar. Pergunto-me onde estão os sonhos pelo qual tanto lutamos? Aqueles sonhos pelo qual desafiamos tudo e todos e sofremos. Para onde foi todo esse esforço? Acho que me vou casar para ver se resolvo o meu problema de falta de orçamento para abastecer o meu stock de bolachas.

Vou comer bolachas que a minha vida é um desespero munto grande

P.S.:Tenho saudades de falar contigo tu compreendias-me. Quer dizer, podias até nem mesmo compreender o que eu estava a falar mas tinhas sempre um sorriso para mim e uma piada ranhosa para me dizer e só por isso já valia a pena.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Parecer e Ser… Duas coisas muito diferentes.

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Neste Mundo atribulado em que vivemos, e coloquemos ênfase na palavra “atribulado”, parece cada vez mais evidente que apenas vivemos de aparências. Nós, meros mortais tontos que pensam que sabem tudo, vivemos cada vez mais com o único propósito de aparentar uma felicidade inexistente. Essa acção leva-me a questionar: Mas que raio de mentalidade nós temos que só vivemos bem aparentar algo ou a esbanjar a nossa vida na cara dos outros na remota e PARVA esperança que alguém nos dê a suficiente importância para se incomodar com a nossa felicidade?! Bem eu vou dizer algo que possa chocar o Mundo mas acreditem que quanto mais cedo alguém disser isto melhor para o próprio bem da humanidade. Aqui vai a dura realidade. Quem gosta de, tão forçadamente, mostrar que é feliz não passa de uma pessoa completamente miserável porque precisa que as pessoas estejam consciente da sua felicidade, que à partida não passa de uma felicidade fingida, quando a nossa felicidade deveria ser algo que apenas serve para nosso deleite próprio. A felicidade que possuímos de um momento ou de um simples gesto é nossa e se estamos demasiado ocupados a mostrar com todas as forças isso só estamos a desperdiçar o momento em que a saboreamos porque felicidade é momentânea. Mas por outro lado também é de considerar que as pessoas que se incomodam com a felicidade das outras pessoas, mesmo que fingida,também não são dispostas do grupo dos infelizes. Caros leitores olhem uns para os outros e perguntem-se se realmente vale a pena a desperdiçar tempo por alguém que nem sequer dá uma nota de 3 euros para saber sobre a vossa vida. Por isso meus amigos (célebre frase do Prof. Armando Saraiva) façam o favor de ser felizes em vez de apenas parecer. Desperdiçar tempo com as outras pessoas que em nada contribuíram para a vossa felicidade só por pura vingança ou puro deleito é tão estúpido e desnecessário como a água em pó. Gente deste Mundo vivam!

E depois de uma reflexão, que eu própria consideraria uma verdadeira obra filosófica, vou pegar na minha imaculada celulite, arrastar a minha belly gelly para a sala e comer um verdadeiro manjar dos deuses… Chocolat cookies! HUMMMY

Beijos à francesa para vocês.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Síndrome do Peter Pan

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crescer.polaPronto! Está decidido! NÃO ME APETECE CRESCER! Definitivamente não quero crescer mais. Acabou-se.

Para quê crescer quando o mundo nos vê como autenticas crianças para umas coisas mas para outras já somos muito adultos? Mas para quê vale a pena! A minha fúria contra o mundo está descontrolada, fui ultrajada e só me apercebi isso passados os meros 9 meses. Estou revoltada.

Para as mentes mais sórdidas e ultra-realistas desde já dizer que os nove meses de que estou-me a referir não são os tão populares meses em que uma mulher sofre alterações de humor e aproveita para chantagear emocionalmente o companheiro amoroso. Os cientistas deram um nome para esse acontecimento de “ups!” mais popularmente conhecido, entre as estimadas senhoras do Bolhão, como “ a sua sobrinha tá prenha!”. O acontecimento que me provocou a minha fúria e a minha descrença no Mundo foi por volta de Junho de 2009 quando me dirigi às imediações da Biblioteca Municipal da Invicta afim de realizar um trabalho de grupo para uma disciplina “munto meiga” que eu tinha na altura. A inocência do meu pensamento nunca que me levou a pensar que esse dia viria a ter repercussões no meu sono do dia… oh pah! Não sei que dia é hoje. Mas prontos foi hoje que o meu sono foi perturbado pelos acontecimentos daquele derradeiro dia.

Acordei cedíssimo do tipo 9h da manhã para apanhar o metro e ter com o meu colega à biblioteca para fazermos a preciosa investigação para o nosso trabalho de grupo. Cheguei lá atrasada como é o meu costume, até porque era para me encontrar com ele às 9h em ponto na porta da biblioteca, e fomos muito animadamente, depois de ter feito aquela cara de “ups! cheguei atrasada” é ter dito “Desculpa o atraso. Olha tenho fome!”, para o café no outro lado e tomamos o pequeno almoço dos guerreiros. Por volta das 10h 15 da manhã decidimos começar a nossa investigação, depois de muito lamuriar-mos sobre o quão era bom estarmos na cama em vez de estar-mos ali, voltamos para a biblioteca. À entrada da biblioteca pedimos ao Senhor anafado que estava lá e que tinha cara de quem partilhava a nossa opinião “de que era melhor estar na cama do que ali” para chamar a responsável pela sala dos livros ultra-velhos ao qual deram o nome de arquivo qualquer-coisa. Bem nesse momento o meu peito encheu-se de orgulho, parecia um autêntico pavão em fase de acasalamento que esvoaça as suas as asas com as suas frondosas penas em jeito de “Quem é o gostosão daqui? SOU EU, SOU EU, SOU eu!” só para se fazer sentir o maior e para a fêmea gostar dele (o que não deixa de ser parecido com aquela raça que nós mulheres, maioritariamente, gostamos ao qual damos o nome de trastes, ou homens). O meu ego enchia-se. Nunca me senti tão importante no simples acto de chegar ao pé de uma pessoa subalterna e chamar o RESPONSÁVEL pelo arquivo secreto da biblioteca. Ahhh! Como me soube bem esse momento!

Passados alguns minutos o senhor virou-se para nós e disse para aguardarmos que a responsável viria ter connosco. Tudo bem! Na boa! Enquanto aguardávamos o meu colega sentou-se num dos bancos que estavam colocados no hall de entrada e eu pus-me a dançar e saltitar por lá! Ui que alegria. Penso que o meu colega ainda foi capaz de ouvir uma bela e harmoniosa melodia que se parecia com “Vamos para a zona dos reservados.! trá-lá-lá-lá-la. E tu não! Toma, toma, toma!” (sem dúvida um comportamento muito profissional). A responsável chegou, eu parei de saltitar, ela lançou-me um ar de espanto e informou-nos dos blá-blá-blá que para este blogue é completamente dispensável. Guiou-nos até uma sala onde lá informou-nos que tínhamos que assinar rubricar numa folha e eu pensei ”na boa”! Ao assinar reparei que tinha ligeiramente assinado na linha que esta por baixo ao qual pertencia a uma outra pessoa mas nem-me importei! Continuamos e a responsável guiou-nos até outra sala onde uma senhora que parecia ser a senhora que dá a cara para uma publicidade de bolachas de manteiga chegou-se a nós e a começou com um discurso aborrecidíssimo sobre a história do arquivo. Depois disso ela olha para mim e para o meu colega, voltou a olhar para mim e disse: “ Sabe menina para se poder ter a acesso ao arquivo precisa de ter mais de 18 anos.” e foi aí que a minha alma e o meu mais profundo ser ficaram parvos ao mesmo tempo. “O QUÊ????????????” foi o que a minha mente gritou furiosamente, mas eu apenas me limitei a dizer, numa voz doce e cordial, que tinha mais de 18 anos. Ela fez um sorriso que dava bem para ver toda a sua impecável placa dentária e disse: “Desculpe. Pensei que tinha 14 anos”. Eu sorri em jeito de compreensão e pensei para mim mesma “só espero que quando chegar aos 60 anos digas o mesmo”. Depois eu e o meu colega voltamos à pesquisa e fomos embora.

Passaram-se 9 meses desde esse dia quando hoje às 6 da manhã recebo uma mensagem no meu telemóvel. O som estridente do meu telemóvel levou-me a pegar nele em num momento que eu digo que foi puramente mecânico mandei-o contra a parede. Queria dormir mas o meu sono já estava perturbado. Fui então apanhar e recompor o telemóvel e depois apercebi-me que tinha deixado o pc ligado. Mais 2 minutos de sono desperdiçados só para desligar o pc. Foi então que vi o sinal que me dizia que tinha recebido um email. Lá fui eu munto meiga ver o mail quando me apercebo que é uma notificação do biblioteca municipal. Lá posso ver que eles fazem umas quantas alusões a uns códigos quais quer que existe na lei e depois estão a dizer, e foi aqui que a minha fúria contra a humanidade se revelou, eu estava atrasada na entrega de livro e que a somo desse atraso era de 74 EUROS!!!!! MAS QUE ROUBARIA VEM A SER ESTA!!!! HUM! QUE GAMAnÇO É ESTE.

Expressei tantas palavras neste momento de raiva mas como o seu conteúdo é demasiado hardcore prefiro dizer que utilizei muitas palavras do livro “Como Insultar uma PESSOA/COISA/ATITUDE”. A minha revolta estava patente e tudo pelo simples facto de que eu nunca requisitei nenhum livro lá. Ai que raiva. E para cumulo dos cúmulos eles no mail trataram-me por SENHORA. Quer dizer para ir a zona dos reservados para fazer investigação eu sou muito nova mas para me roubarem já sou velha! Este mundo está perdido. Mas em jeito de vingança mandei um email que continha as seguintes frases:

“ Caro Senhor Qualquer coisa apenas em resposta ao vosso email dizer que EU, tal como o senhor, sofro de síndrome do Peter Pan e por isso eu envio este email com os imaginários 74 euros que devo pelos imaginários livros que requisitei.

Como os adultos tão filosoficamente costumam dizer: “imaginar é algo que pertence à criança que está dentro de nós e de vez enquanto revelar essa criança só torna o mundo melhor”. É bom saber que criança que imaginou que eu tinha na minha posse esses tais livros imaginários encontra-se exactamente na mesma faixa etária que a criança que agora lhe manda, imaginariamente, os 74 euros que deve.

Fique bem!

Tenha um bom dia”

Mais nada a dizer. Uma resposta adequada à faixa etária deles é o que mereciam mas o tempo do gugu dádá já passou e por isso teve que ficar assim. Agora vou comer bolachas esmagadas com banana e ver desenhos animados.

Para voçês que leram isto apenas vos desejo muitas bolachas de chocolate.

Bijus.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Querida Iara:

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(Que um dia possas ler estas palavras)

Esta carta que hoje te escrevo é para que mais tarde te sirva de alento e conforto nos momentos em que mais precisares.

Quero poder estar sempre presente na tua vida mas a verdade é que agora,neste momento, em que tu não és mais grande que uma baguete de pão, eu não posso estar aí e acredita que isso me parte o coração.  És a princesa do meu coração e por muito mais coisas que te dê a melhor coisa que te posso dar é exactamente esta carta.

Vou-te contar uma história:

Um dia os Deuses do Monte Olimpo encontravam-se aborrecidos por isso decidiram criar o homem. O homem foi criado mas eles encontravam-se na mesma aborrecidos e por isso criaram à semelhança do homem o seu par, a mulher. Mas apesar da beleza e da inovação que foi criar uma companheira para que pudesse existir um par os Deuses, mesmo assim, estavam aborrecidos. Foi então que eles decidiram criar o AMOR… E os Deuses deixaram de estar aborrecidos. Viram as maravilhas que o amor criou e num acto de renegação da sua própria condição decidiram experimentar as coisas do Mundo. Experimentaram o amor entre si e entre o mundo. Mas com o amor vieram os outros sentimentos, quer bons quer maus. Os sentimentos maus deram origem à dor ao sofrimento, etc., e os deuses não gostaram disso e por isso decidiram criar o remédio para o amor. Criaram não só como remédio mas também como consequência do amor. Eles criaram o RISO. Criaram-no para que fosse mais fácil suportar a dor que o amor causava e para que fosse mais fácil o expressar.

Nunca te esqueças disto:

Seja qual for a altura, vive a vida com um sorriso. Não há mal nenhum em chorar. Mas deves sempre chorar sabendo que um dia estarás a rir-te. Ama o que tens de amar e aceita as suas consequências pois elas só fazem de ti mais forte.

 

Com amor da tua tia Cookie.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Elas…

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elas são aquelas que no meio da tristeza encontram a alegria umas das outras.

elas são aquelas que contra todos e todas as mentalidades provaram ser bem mais à frente.

elas são aquelas que reflectem o espírito de companheirismo.

elas são aquelas que batalham todos os dias para conseguir o que querem de cabeça bem erguida.

elas são o apoio quando os que amamos estão longe.

elas são aquelas que defendem-se com unhas e garras aquilo que lhes é mais querido.

elas são… Simplesmente fantásticas

A elas agradeço por todos os momentos que elas me proporcionaram e pela a infinda bondade e verdadeira amizade que demonstraram.

Elas são simplesmente as miúdas do bloco amarelo rés-do-chão direito da residência  Alberto Amaral.

 

Cookies to my Babes!!!!!

O resumo

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No outro dia passei por aqui e dei-me conta da estranhamente normal situação de que já não escrevo neste blogue já algum tempo. Ui como tempo passou! Bem não é que lhes diga respeito mas tive muito ocupada a fazer nada… de especial!

Novidades?! Há algumas quantas que terei todo os gosto de redigir textos enfadonhos e remelosamente (nem sei se esta palavra existe mas no meu dicionário a palavra não é nada mais que o advérbio de modo da palavra remela) apaixonados, do tipo aqueles textos na página das histórias de amor que a Maria ou Ana ( ou seja lá o nome que que a porra da revista tem) costumam ter onde as histórias envolvem sempre um Ramón qualquer e uma Consuela grávida de um padre. Bem vocês estão a ver a imagem… É exactamente assim que eu vos vou torturar com os meus próximos textos sobre a minha miseravelmente alegre vida. Mas por hoje e como a hora já vai muito tarde não vou fazer isso porque simplesmente o meu ser, nas mais profundas cavidades da sua existência não tem a porra da paciência 'p’a isso.

Caro leitor hoje não estou aqui para dizer o quanto gosto do rapaz do estaleiro, nem o quanto cabra a rapariga X é, nem mesmo para comentar as estúpidas e infelizes façanhas de certas pessoas. Apenas estou aqui para fazer o “résume” (palavra finlandesa para prostituta mas eu gosto de dizer que é francesa e significa resumo) do ano 2009 da minha vida… Caro leitor se está a perguntar “mas para que é que eu quero saber isso?” eu apenas digo “o blogue é sobre mim no dia que eu souber da sua vida eu cá faço um texto sobre si, agora calasse e continue a ler, chiça!”.

Perguntei-me durante muito tempo, do tipo 3 segundos, se haveria de falar das coisas más ou deixa-las de parte e dar uma de nojentinha que só fala da parte feliz e irritantemente alegre da vida, do tipo aquelas miúdas que gostam de escrever “AMO-TE FOREVER” na casa de banho publica e passam a vida a meter frases desse tipo no hi5 (isso é tão foleiro). Outro parênteses (lembrem-me de escrever uma dissertação sobre estas miúdas… eu ainda estou em fase de pesquisa mas assim que obtiver analises concretas farei com todo gosto uma tese sobre elas…hahahahahahaha!). Mas como ia dizendo, depois de muito pensar (3 segundos) cheguei à conclusão que não houve momentos maus… Apenas momentos em que eles pareciam maus. Por isso aqui vai a listinha, à qual vos familiarizei no 1º post que escrevi aqui, bem detalhada de 2009.

Listinha toda pipi e fofinha de 2009:

JANEIRO- Cocei a orelha

FEVEREIRO- Nada de especial aconteceu mas só pa ser ranhosa vou vos dizer que andei nua pela Ribeira do Porto

MARÇO- Criei um blogue todo estúpido e prometi às pessoas que o comentassem que lhes dava uma bolachas

ABRIL- Nada de especial aconteceu mas desta vez não andei nua pela  Ribeira do Porto, eu corri nua.

MAIO- A minha bolsa de estudo finalmente chegou

JUNHO- Nada de especial aconteceu mas mais uma vez vou vos dizer que desta vez andei nua pela Ribeira do Porto com uma senhora ao meu lado dentro de um carrinho de compras

JULHO- O super cão com visão periférica e concava foi ao oftalmologista (ele era estrábico)

AGOSTO- Romance escaldante com o rapaz das caves do vinho do Porto Ferreira

SETEMBRO- Romance escaldante com o rapaz do estaleiro

OUTUBRO- A Brites ficou tola

NOVEMBRO- Promovida a organizadora da semana de história de arte e devo ter insultado alguém.

DEZEMBRO- Sou tia da bebé mais linda que é possível existir. A Nádia pediu-me para eu lhe mostrar os meus genitais. Roubei uma bola da árvore de natal da minha residência universitária.

 

Basicamente foi um ano excelente em que tudo o que fica para trás só me faz perceber uma coisa… Tenho fome.

 

Cookies para a barriga.

domingo, 22 de março de 2009

Devaneios de quem não tem mais nada que fazer!

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Tenho lido muitos blogues onde surpreendentemente , quando a curiosidade é mais forte do que qualquer outro instinto, me deparo com a estranha e engraçada sensação de que as pessoas atingiram o estado supremo de paz. Ou seja o nirvana. Pergunto-me se elas de facto encontram-se nesse estado ou é apenas a necessidade tão forte de o encontrar que quando conseguem captar algo bom a sua distorcida definição de paz é logo posta em prática?! Peço desculpa se estou de certa forma a ofender alguém mas não é de todo a minha intenção. Acredito que todo aquele ser que procura sabedoria e conhecimento, a medida que o mundo se desvenda nos nossos olhos, tem por vezes necessidade de fugir desse mundo de razões e regras que só criam barreiras entre o ser humano e o viver da vida.

A todos aqueles que já sentiram o “nirvana” ou que tão desesperadamente o procuram pergunto-lhes o que é que vem depois de se atingir o que se quer? Toda a nossa busca e ambição de atingir algo que desejamos depois de atingível não se resume apenas a monte de nada? Que graça tem isso? Atingi-mos aquilo que tanto queremos e depois não há mais nada para viver! Ficamos à espera que a vida cumpra a sua ultima tarefa que é levar-nos deste mundo de coisas.

Acho uma enorme graça, perdoem-me se acham que de alguma maneira estou a ser prepotente e muito insensivel, a todas aquelas pessoas que tão arduamente gostam de afirmar que vivem fora do mundo mas que, por vezes inconscientemente, necessitam da atenção do mundo. É uma atitude do tipo: “olhem para mim sou diferente estou fora do sistema e isso é que é bom!”. Considero isso, no meu ponto de visto, uma necessidade do mundo para acreditar naquilo que tão convictamente defendem.

Quero salientar que em nenhum modo eu condeno esta atitude! Muito pelo contrário… Invejo  todas essas pessoas que sabem o que são, sabem o que sentem e o que querem sentir! Admiro-as por muitas razões, respeito-as e muitas das vezes tento entende-las mesmo na maior parte das vezes não consiga.

Quem me dera afirmar que sou isto ou sou aquilo… Que sinto isto e não sinto aquilo. O meu ser é um mundo cheia de pessoas totalmente diferentes que precisam que se conciliarem para me defenir. Sei quem sou para os outros. Sou a filha, a irmã, a amiga, a colega, a inimiga, sou a amante,  sou a conquista, sou o desafio, etc., mas não sei quem para mim realmente sou! Faço estas perguntas quando o meu ser encontra-se desocupado de pensamentos e a única resposta que tenho não me satisfaz.

“Quem sou eu?” “Tu??!! És simplesmente tu!”

Grande ajuda espírito do caraças! Vou mas é comer umas quantas bolachas. Pode não alimentar o espírito mas alimenta a barriga!

Paz,empatia, amor, bolachas e não se ponham com devaneios e crises existenciais supérfluas… Elas não nos ajudam. Só complicam a simplicidade do viver!

“Carpie diem”