Tenho lido muitos blogues onde surpreendentemente , quando a curiosidade é mais forte do que qualquer outro instinto, me deparo com a estranha e engraçada sensação de que as pessoas atingiram o estado supremo de paz. Ou seja o nirvana. Pergunto-me se elas de facto encontram-se nesse estado ou é apenas a necessidade tão forte de o encontrar que quando conseguem captar algo bom a sua distorcida definição de paz é logo posta em prática?! Peço desculpa se estou de certa forma a ofender alguém mas não é de todo a minha intenção. Acredito que todo aquele ser que procura sabedoria e conhecimento, a medida que o mundo se desvenda nos nossos olhos, tem por vezes necessidade de fugir desse mundo de razões e regras que só criam barreiras entre o ser humano e o viver da vida.
A todos aqueles que já sentiram o “nirvana” ou que tão desesperadamente o procuram pergunto-lhes o que é que vem depois de se atingir o que se quer? Toda a nossa busca e ambição de atingir algo que desejamos depois de atingível não se resume apenas a monte de nada? Que graça tem isso? Atingi-mos aquilo que tanto queremos e depois não há mais nada para viver! Ficamos à espera que a vida cumpra a sua ultima tarefa que é levar-nos deste mundo de coisas.
Acho uma enorme graça, perdoem-me se acham que de alguma maneira estou a ser prepotente e muito insensivel, a todas aquelas pessoas que tão arduamente gostam de afirmar que vivem fora do mundo mas que, por vezes inconscientemente, necessitam da atenção do mundo. É uma atitude do tipo: “olhem para mim sou diferente estou fora do sistema e isso é que é bom!”. Considero isso, no meu ponto de visto, uma necessidade do mundo para acreditar naquilo que tão convictamente defendem.
Quero salientar que em nenhum modo eu condeno esta atitude! Muito pelo contrário… Invejo todas essas pessoas que sabem o que são, sabem o que sentem e o que querem sentir! Admiro-as por muitas razões, respeito-as e muitas das vezes tento entende-las mesmo na maior parte das vezes não consiga.
Quem me dera afirmar que sou isto ou sou aquilo… Que sinto isto e não sinto aquilo. O meu ser é um mundo cheia de pessoas totalmente diferentes que precisam que se conciliarem para me defenir. Sei quem sou para os outros. Sou a filha, a irmã, a amiga, a colega, a inimiga, sou a amante, sou a conquista, sou o desafio, etc., mas não sei quem para mim realmente sou! Faço estas perguntas quando o meu ser encontra-se desocupado de pensamentos e a única resposta que tenho não me satisfaz.
“Quem sou eu?” “Tu??!! És simplesmente tu!”
Grande ajuda espírito do caraças! Vou mas é comer umas quantas bolachas. Pode não alimentar o espírito mas alimenta a barriga!
Paz,empatia, amor, bolachas e não se ponham com devaneios e crises existenciais supérfluas… Elas não nos ajudam. Só complicam a simplicidade do viver!
“Carpie diem”
